sexta-feira, 29 de outubro de 2010

EFMM - Tratado de Petrópolis

No final da guerra Bolívia e Chile, a borracha valorizava-se. O governo boliviano não tinha recursos para explorar os seringais do Acre, já invadidos por brasileiros nordestinos. Quando a Bolívia tentou recuperar sua soberania, sofreu a revolta do acreano e se viu obrigada a desistir das terras mediante indenização de 2 milhões de libras esterlinas. A transação abriu caminho para a assinatura do Tratado de Petrópolis, firmado em 17 de novembro de 1903.
O governo brasileiro assumiu, formalmente, o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com liberdade de trânsito por essa ferrovia e pelos rios brasileiros até o Oceano Atlântico de produtos bolivianos. A Bolívia daria ao Brasil a área de 191 mil metros quadrados, referente ao atual estado do Acre.
Obrigado pelas disposições do Tratado, o governo brasileiro toma as providências iniciais para a retomada da construção da estrada de ferro, contornando as cachoeiras do alto rio Madeira, partindo de Santo Antônio até Guajará-Mirim.



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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EFMM - O desafio da construção

Encurralada entre os Andes e os desertos do Gran Chaco e refém do Chile e do Peru, na dependência absoluta do escoamento da produção de seus produtos, a Bolívia percebeu, em 1860, a necessidade da construção de um porto no Rio Madeira para comunicação direta com o Atlântico. 
A primeira ideia de uma ferrovia na Amazônia, ao longo dos trechos encachoeirados do Madeira, foi apresentada pelo general boliviano Quentin Quevedo, em 1861.

Cinco anos mais tarde, época da Guerra do Paraguai, o Brasil resolveu entrar em entendimento com o governo da Bolívia. “Em 1866, a ligação de Mato Grosso com o Atlântico ganhou importância para o Brasil, já que o conflito na bacia do Prata praticamente interditou seus rios à navegação brasileira” – diz textualmente Manoel Rodrigues Ferreira em “A Ferrovia do Diabo”.
Mapa de 1969

Em 1867, a Bolívia se mostra atraída. Decide ficar do lado brasileiro. A abertura de uma saída através do Madeira serviria também para escoar o ouro e a prata andina, além da borracha. Surgiu então o Tratado de Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, em conseqüência veio a criação da Madeira Railway Co. Ltda.


Desafio da Construção

Veio da Inglaterra a Public Works, empresa que iniciaria a construção da Estrada de Ferro batizada com o nome Madeira Mamoré. 
No dia 6 de julho de 1872 chega à Cachoeira de Santo Antonio, o primeiro grupo de engenheiros ingleses. “Era o homem tentando subjugar as hostis imposições do meio ambiente escapar ao determinismo geográfico da mais emaranhada rede hidrográfica do planeta” – analisa o historiador Esron de Menezes.

A formação rochosa e o pântano na região faziam os trabalhadores acreditarem que mesmo dispondo de todo o dinheiro do mundo e a metade de sua população, seria impossível construir a estrada. A Public Works desistiu da construção e entrou com ação indenizatória contra o governo brasileiro perante à justiça londrina, alegando que a obra havia sido mal exposta, principalmente quanto a extensão da estrada e que a zona era um antro de podridão onde os seus homens morriam feito moscas.

Com a desistência  da Public Works, o governo contrata a empresa americana P&T Collins. Logo no início os americanos perdem na viagem 700 toneladas de material e oitenta pessoas morrem afogadas num naufrágio. 
Homens são vitimados por febres e calafrios, desenteria, varíola e pneumonia

Italianos, trazidos para o trabalho, sob ameaça de morte, se rebelam e fogem para a floresta. Anotações da época dão ideia da tragédia: “Na calada da noite, apavorados, setenta e cinco italianos abandonaram o acampamento, penetraram na espessa floresta amazônica, e tomaram o rumo da Bolívia. Desapareceram no meio da mata, e nunca mais ninguém soube deles: se morreram de fome, de doenças, ou devorados pelos índios. A espantosa tragédia que viveram naquela região Amazônica jamais seria contada, nenhum sobreviveria, permaneceria, para sempre, desconhecida do mundo civilizado”.

Em quatro meses de trabalho apenas quatro quilômetros de trilhos haviam sido construídos. Assim como os ingleses, os americanos falham. 
Alguns trabalhadores desceram os rios Madeira e Amazonas chegando em estado precário à Belém (PA). De acordo com testemunhos colhidos por Amizael Gomes da Silva, eles dormiam de favor e durante o dia pediam esmolas para o alimento. Os que teimaram em ficar na cachoeira de Santo Antônio foram atacados pelos índios.
No dia 19 de agosto de 1879, a construção foi suspensa. Os sete quilômetros de estrada construída, uma locomotiva, três maquinários e as sepulturas de americanos, irlandeses, italianos e brasileiros foram abandonados. 
Thomas Collins, o empreiteiro, voltou para os Estados Unidos na miséria e viu a esposa morrer num hospital para loucos.

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Atividade Obrigatória:
Acesse o link e responda: http://goo.gl/forms/rDRMgePc2Y

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Imagens:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ÍNDIOS, primeiros habitantes de RO.

povo Karitiana, com uma população de cerca de 180 índios, fala a língua Tupi/Arikém, habita a 95 quilômetros ao sul de Porto Velho, numa área de 89.698 hectares. Os primeiros contatos com o não-índio aconteceram no final do século XVII, mas conseguiram se manter no isolamento até o começo do século XX, quando caucheiros e seringueiros acabaram com a grande parte do grupo e mantiveram o restante sob regime de escravidão durante longos anos. A “pacificação” aconteceu em 1932 com a passagem do Marechal Rondon.
A proteção do grupo passou a ser feita pelo antigo SPI (Serviço de Proteção do Índio), que fundou um posto de assistência, atualmente mantido pela Funai.
Os Karitiana viviam perto de Ariquemes, na BR-364. Com o passar dos anos e dada a aproximação do “homem branco”, foram recuando até as proximidades do Rio Candeias, onde estão há, aproximadamente, 32 anos, tendo abandonado a vida nômade em conseqüência de contato.
Apesar do contato de muitos de nos a civilização não índia, o povo Karitiana conserva muitas de suas tradições, como pintura corporal e fácil em ocasiões de festas ou eventos importantes, a música, a dança, o artesanato. Dedicam-se mas à caça que a pesca, mas não saem para caçar quando a esposa esta de resguardo por acreditarem que nesse período podem ser perseguidos por onça ou se perderem na floresta.
Embora utilizem armas de fogo, ainda utilizam o arco e flecha.
Antigamente os Karitiana prensavam a cabeça dos bebês índios até os três meses de idade. Queriam filhos diferentes dos macacos. Na constituição familiar, o povo Karitiana adota a prática da poligamia e casamento entre parentes.
A área indígena Uru-Eu-Wau-Wau está localizada no relevo central do Estado de Rondônia abrangendo os municípios de Guajará-Mirim, Costa Marques, Nova Mamoré, Campo Novo de Rondônia, Monte Negro, Cacaulândia, Governador Jorge Teixeira, Mirante da Serra, Jaru, Alvorada do Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras.
Os povos Uru-Eu-Wau-Wau estão linguisticamente classificados no Tronco Tupi, Família Tupi-Guarani, grupo Tupi-Kawahib. São aparentados dos Tenharim e Parintintin, do sul do Amazonas.
Desde 1940 se soube da existência dos lendários Uru-Eu-Wau-Wau, como um grupo arredio que andava por muitas localidades na região central do Estado de Rondônia. Geograficamente esta região tem diversas barreiras naturais como serras e extensas áreas de campo, o que, porém, não tem impedido as constantes tentativas de invasões por parte de posseiros, madereiros e garimpeiros. Ater hoje há uma luta constante dos índios em defesa de suas terras.
Em 1977 foi organizado um plano para tentar contatar com os Uru-Eu-Wau-Wau e interditar sua área. O contrato não havia ainda se realizado e quase nada se sabia a respeito destes índios, além das lutas contra seringueiros e garimpeiros onde sempre morriam muitos índios e brancos. Em 1979 vários colonos assentados pelo Incra, através do projeto Burareiro, dentro da área Uru-Eu-Wau-Wau. Os trabalhos de contato só tiveram êxito em 1980 e 1981, quando uma frente de atração da Funai, liderada pelo indigenista Apoena Meirelles, conseguiu manter os primeiro contatos amigáveis com os índios.
Naquela época o grupo era formado por mais de 800 índios. Os homens usavam pinturas corporais, nas cores preta e vermelha, feitas com tintas fabricadas com o jenipapo e o urucum. Sua única vestimenta era uma espécie de cinturão, bem largo, feito com várias voltas de cipó, em torno da cintura. Cortavam o cabelo em forma de cuia, no alto da cabeça. As mulheres, pequenas e de traços muito delicados, usavam tatuagem no rosto, costume ainda conservado entre as índias.
Depois do contato, em 1981, a população Uru-Eu-Wau-Wau sofreu drástica redução em conseqüência das doenças levas pelos invasores, dos assassinos e do aumento excessivo da incidência da malária.
Atualmente os Uru-Eu-Wau-Wau estão em quatro pequenos grupos. No Posto Indígena do Alto Jamari, vivem cerca de 20 índios. No Posto Indígena do Alto Jaru estão mais 16. No Posto Indígena Jamari vivem cerca de 10 índios e no Posto Indígena Comandante Ari estão 16. a população total é de 62 Uru-Eu-Wau-Wau.
Os povos se dividem em duas metades que recebem nome de aves: Mutum e Arara. A regra básica para a formação da família é através do casamento de um membro da metade Mutum com outro da metade Arara. Antigamente um homem podia casar com mais de uma mulher, mas hoje, como as mulheres estão em número reduzido, muitos rapazes não têm com quem casar.
Os Uru-Eu-Wau-Wau já têm constituída uma associação e começam a lutar pela implantação de escolas em suas aldeias, e também por projetos de alternativas econômicas e de saúde.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Forte Príncipe da Beira

Em ruínas, o secular Real Forte Príncipe da Beira será revitalizado, anunciou em Porto Velho o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Beto Bertagna. 

Construído em 1776, o Forte situa-se na fronteira brasileira com a Bolívia, a cerca de oitocentos quilômetros de Porto Velho. Tentativa anterior ocorrera ainda no regime militar, em 1983 (leia texto complementar), sem êxito.

Segundo o superintendente do Iphan para o Acre e Rondônia, Beto Bertagna, o Forte é um legado da ocupação portuguesa na região amazônica e o Brasil mantém hoje suas dimensões devido à inteligência militar e à estratégica dos portugueses na época. 
Os serviços começaram com o recrutamento de 30 famílias de moradores da região de Costa Marques e o apoio do comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), general-de-brigada Luiz Alberto Martins Bringel.

Para preservar o continente que lhes fora legado por bula papal em 1492 e pelo Tratado de Tordesilhas em 1494, os portugueses edificaram mais de duzentas fortificações. De todas elas, o Forte Príncipe da Beira é considerada a de localização e construção mais perfeitas. Iniciado em 20 de julho de 1776, quando foi lançada sua pedra fundamental, o Forte foi concluído em agosto de 1783, embora ainda faltassem executar alguns itens do projeto original.

A decisão de construí-lo baseou-se nas muitas escaramuças militares que, ao longo de décadas, buscaram estabelecer o domínio português ou espanhol sobre essas terras sul-americanas. Os combates intensificaram-se após o Tratado de Madri de 1750, que expandiu o domínio português profundamente na direção oeste, sobre as regiões protegidas pelos Fortes de Macapá (Amapá), São Joaquim (Roraima), São José de Marabitanas (Amazonas), São Gabriel (Amazonas), Tabatinga (Amazonas), Forte Príncipe (Rondônia), Coimbra (Mato Grosso do Sul), Iguatemi (Mato Grosso do Sul) e Jesus Maria e José (Rio Grande do Sul). O Forte Príncipe protegia toda a margem direita dos rios Guaporé e Mamoré, na fronteira com a Bolívia.
Imagem




Projetada pelo arquiteto italiano Domingos Sambucetti, que morreu de malária durante a obra, ganha agora, um projeto de recuperação de fortificações do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que está permitindo conhecer melhor como era a vida dos ocupantes do Príncipe da Beira. Mais de 40 mil peças já foram encontradas nas escavações da parte interna do forte. “Há muitos restos de fardamentos, insígnias militares. Encontramos 2.200 balas de canhão”, relata Fernando Marques, arqueólogo do Museu Paraense Emílio Goeldi que desde o ano passado desenvolve trabalho de campo no sítio.

Um dos aspectos interessantes do material recolhido no trabalho de recuperação é a evidência da integração dos militares com a população da região. Nas escavações foram encontradas “louças europeias misturadas com cerâmicas nativas", segundo relata Marques. “Dentro do espaço do forte havia capela, hospital, boticário, costureiros. E, ao lado dele, foram surgindo comunidades”, descreve o arqueólogo. Segundo ele, suas instalações permitiam dar abrigo a cem soldados.

A área central onde grande parte dos objetos foram encontrados é um quadrado com 10 mil metros quadrados de área. A frente externa do forte tem 250 metros. A imponência da construção não chegou a ter emprego em batalha, já que o forte nunca esteve envolvido em combate.

Segundo Marques, a restauração do 'Forte' deve demorar mais dois ou três anos. Então, estará pronto para visitação turística. Como a construção fica num local isolado, a cerca de 800 km da capital Porto Velho, uma opção para atrair visitantes será incluí-lo em roteiros de turismo ambiental pela região.

Imagens  cedidas pela Prof. Jucélia


Leia mais: Vôo Turbulento e Fim da Lenda em




sábado, 16 de outubro de 2010

Simulado

Questão de concurso 5595
1 .
(TCE-RO, Cesgranrio - Técnico em Informática - 2007) No século XVIII, paralelamente à atividade mineradora, desenvolveu-se no Vale do Guaporé a: 
A ) 
atividade industrial, decorrente da mineração, que garantiu a sobrevivência da população após o esgotamento da produção mineral.
 
B ) 
atividade agrícola de exportação, com produtos como cacau, café e especiarias destinadas à região do Grão-Pará.
 
C ) 
lavoura de subsistência direcionada ao atendimento das necessidades da população na região.
 
D ) 
pecuária de corte associada ao povoamento da região.
 
E ) 
exploração de poços petrolíferos naturais, que garantiram a auto-suficiência da região até os dias atuais.
 
       
Questão de concurso 5619
2 .
(SEJUS-RO, Funrio - Agente Educador - 2008) É sabido que a região onde se encontra o Estado de Rondônia recebeu um grande fluxo migratório ao longo da história. Com relação a década de 90 do século XX, pode-se afirmar sobre os fluxos migratórios que houve um(a): 
A ) 
manutenção do fluxo migratório para a região, e com isso um aumento da urbanização.
 
B ) 
redução da entrada de migrantes e um aumento do fluxo migratório interno das zonas rurais para zonas urbanas.
 
C ) 
redução da entrada de migrantes e uma redução de moradores nas áreas urbanas.
 
D ) 
aumento da entrada de migrantes e um consequente aumento da urbanização.
 
E ) 
aumento da saída de migrantes para outras regiões do país, além da emigração para outros países, principalmente europeus.
 
       
Questão de concurso 5626
3 .
(Corpo De Bombeiros - RO, Funcab - Soldado - 2008) Rondônia exporta carne bovina principalmente para o sudeste do pais. Para o abate do gado de corte, os frigoríficos do estado estão localizados nos seguintes municípios: 
A ) 
Ariquemes, Urupá, Guajará-Mirim, Jaru, Buritis, Corumbiara e Porto Velho;
 
B ) 
Alvorada D'Oeste, Buritis, Castanheiras, Corumbiara, Guajará-Mirim, Vilhena e Porto Velho;
 
C ) 
Ariquemes, Parecis, Jarú, Monte Negro, Porto Velho, Vale do Anari e Vilhena;
 
D ) 
Buritis, Cacoal, Castanheiras, Corumbiara, Guajará-Mirim, Jarú e Rolim de Moura;
 
E ) 
Ariquemes, Jarú, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura, Vilhena e Porto Velho.
 
       
Questão de concurso 5633
4 .
(Corpo de Bombeiros - RO, Funcab - Soldado - 2008) No início do período de colonização (1970) foi deflagrada pelo governo uma campanha publicitária nas regiões Sul e Sudeste do pais, com o “Rondônia, o Novo Eldorado”, cujo objetivo principal era: 
A ) 
inaugurar o Hospital da Candelária entre Porto Velho e Santo Antônio;
 
B ) 
gerar fluxo migratório de colonos com destino ao então território de Rondônia;
 
C ) 
reativar a produção do látex;
 
D ) 
impedir o avanço das tropas bolivianas no território de Rondônia;
 
E ) 
formar a cidade de Cacoal.
 
       
Questão de concurso 5650
5 .
(IDARON-RO, Funcab - Assistente Administrativo - 2008) “Dois terços de Rondônia são cobertos pela floresta Amazônica. Embora dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indiquem uma redução do desmatamento no estado de 13%, entre 2004 e 2005, parte importante da natureza está destruída. Segundo o Inpe, já foram queimadas ou derrubadas 57% da vegetação em áreas não protegidas e 31% nas áreas protegidas.
(In: Atlas National Geographic, São Paulo:Abril Coleções, 2008, p.45).
Tentando reduzir esses danos ambientais, foram criadas as seguintes zonas (e subzonas) socioeconômico-ecológicas abaixo relacionadas: 
A ) 
áreas protegidas pelos indígenas (zona 1); áreas de uso restrito por lei (zona 2) e áreas institucionais (zona 3);
 
B ) 
na zona 1, estão as de uso agropecuária, agroflorestais e florestais; zona 2, áreas de usos especiais para a conservação de recursos naturais passíveis de uso sob manejo sustentável e na zona 3, áreas institucionais constituídas pelas áreas protegidas de uso restrito e controlado, prevista em Lei e instituídas pela União, Estado e Municípios;
 
C ) 
áreas de uso agropecuária, agroflorestais e florestais (zona 1); áreas de usos especiais não possíveis de manejo sustentável (zona 2) e áreas institucionais, isto é, áreas protegidas de uso restrito e controlado, prevista em Lei e instituídas pela Federação dos Estados (zona 3);
 
D ) 
áreas de usos especiais (zona 1); áreas institucionais previstas por leis federais, estaduais e municipais (zona 2); áreas de usos agroflorestais (zona 3);
 
E ) 
áreas de uso no agronegócio (zona 1); usos restritos aos povos indígenas (zona 2); áreas de usos especiais para a conservação dos recursos naturais (zona 3).
 
       
Questão de concurso 5657
6 .
(IDARON-RO, Funcab - Fiscal de Defesa Sanitária - 2008) Interpretando-se o mapa de Rondônia, a seguir, observamos que ele localiza o estado com suas coordenadas geográficas e limites, apresenta alguns dos seus aspectos físicos - relevo e hidrografia - e a distribuição de suas principais cidades. Percebe-se, também, uma parte da planície Amazônica destacando-se pequenos planaltos, cujo ponto culminante está na serra Pacaás Novos. Além disso, alguns dos rios fazem parte da bacia Amazônica.
No que diz respeito às questões demográficas, ao processo de urbanização e às atividades econômicas, o mapa permite concluir que a atual distribuição populacional foi muito marcada...
A ) 
por incentivos públicos à agricultura e pela descoberta de minérios, que atraíram uma grande migração com consequências na urbanização que, por sua vez, teve na BR-364, o eixo que passou a interligar diversas cidades, fazendo a conexão rodoviária entre o Mato Grosso e o Acre;
 
B ) 
pela hidrografia do estado, pois cerca de 80% dos rondonienses habitam ao longo dos rios, com destaque para Porto Velho (rio Madeira), Guajará Mirim (rio Mamoré) e Costa Marques (rio Guaporé);
 
C ) 
pela estrada de ferro Madeira-Mamoré, a via de fixação de cidades e do escoamento da produção de látex e da castanha, que até hoje permite que a maioria da população do estado esteja localizada ao longo do seu itinerário;
 
D ) 
pelo crescimento recente da população do estado, com os fluxos de migrantes principalmente do Nordeste, como aconteceu no Primeiro Ciclo de Extração de Látex e no período posterior à Segunda Guerra Mundial, quando os preços do produto o tornaram novamente valorizado no mercado internacional;
 
E ) 
pela fronteira com a Bolívia, fator de segurança nacional e de projetos de colonização financiados pelo INCRA, no sentido de atrair fluxos de migrantes vindos do Sul do Brasil.
 
       
Questão de concurso 5664
7 .
(IDARON-RO, Funcab - Fiscal de Defesa Sanitária - 2008) Há mais de dois séculos a borracha nativa do Brasil (Hevea brasiliense) tem sido importante fator econômico da região amazônica. As variações entre a maior ou a menor demanda está relacionada, infelizmente, a guerras. No primeiro Ciclo, houve uma rentável exploração durante a guerra franco-alemã, em 1872. A partir de 1912, ocorreu uma grande desvalorização da borracha brasileira e, consequentemente, gradativo abandono das áreas de sua produção. O Segundo Ciclo da Borracha só teve início anos mais tarde, em função de uma grande contenda bélica, já nos meados do século XX.
Nesse contexto, devemos considerar: 
A ) 
a eclosão da Guerra do Paraguai, que interferiu no aspecto político mundial;
 
B ) 
a Revolução Espanhola que alterou o panorama econômico mundial;
 
C ) 
a eclosão da Segunda Guerra Mundial, que transformou os aspectos sócio-econômico-político mundial;
 
D ) 
a Guerra do Golfo, que mudou drasticamente os aspectos sócio-políticos do mundo atual;
 
E ) 
a eclosão da Guerra de Secessão (EUA), quando foi afetada a economia norte-americana, atingindo também a economia mundial.
 
       
Questão de concurso 5671
8 .
(SESAU-RO, Funcab - Técnico em Enfermagem - 2009) Durante o período colonial, a porção norte do território brasileiro, na qual se encontra o atual Estado de Rondônia, não despertou interesse à metrópole a não ser pelas “drogas do sertão”. Podemos dizer que são elas: 
A ) 
sal, seda e açúcar;
 
B ) 
açúcar e especiarias nativas;
 
C ) 
açúcar, sal e baunilha;
 
D ) 
cravo, canela e baunilha;
 
E ) 
baunilha, açúcar e cravo.
 
       
Questão de concurso 5688
9 .
(DETRAN-RO, FEC - Pedagogo - 2007) Sobre a hidrografia de Rondônia pode-se afirmar que:
I. o rio Madeira é o principal rio de Rondônia, formado com a junção dos rios Mamoré e Beni;
II. o rio Guaporé nasce em território Boliviano e seu principal afluente é o rio Mamoré;
III. o trecho navegável do rio Madeira, de Porto Velho até a foz do rio Amazonas, tem uma extensão de, aproximadamente, 1056 km;
IV. o encontro do rio Mamoré com o rio Beni forma o rio Madeira.
Dos itens acima, estão corretos apenas: 
A ) 
I e IV;
 
B ) 
I e III;
 
C ) 
II e III;
 
D ) 
I, III e IV;
 
E ) 
I, II e III.
 
       
Questão de concurso 5709
10 .
(MP-RO, Cesgranrio - Analista Contábil - 2005)
“Desde sua descoberta casual em 1542, a Amazônia tem funcionado como cabo de guerra entre fato e ficção, fantasia e realidade (...).
Assim que os ensandecidos conquistadores do século XVI foram substituídos pelos meticulosos cientistas do século XIX – entre eles o francês La Condamine, o descobridor da borracha – ficou claro que o maior tesouro da Amazônia era vegetal.”
BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. 2ª ed. ver. São Paulo: Ática, 2003, p. 156.
Apesar de a região amazônica ser conhecida desde a época citada, não houve, até o século XVIII, por parte do governo português, qualquer projeto de efetiva colonização do interior da Amazônia. Contudo, o desinteresse português era relativo, o que pode ser evidenciado pela(o): 
A ) 
assinatura do Tratado de Madri, em 1750, que garantia à Espanha a exploração da Bacia Amazônica.
 
B ) 
dificuldade em transpor os obstáculos dos rios Madeira e Mamoré para embarcar produtos nativos extraídos da região.
 
C ) 
expansão das missões jesuíticas castelhanas que, sob o beneplácito da Igreja e da Coroa Portuguesa, garantiram a catequese e a disponibilidade de mão-de-obra escrava indígena.
 
D ) 
presença de uma população nativa, com cultura diversificada da europeia, resistente ao trabalho escravo.
 
E ) 
envio de expedições e fundação de fortificações, com o objetivo de conter as investidas dos espanhóis, afastando-os das regiões mineradoras do centro-oeste.
 
       



GABARITO
1. C
2. B
3. E
4. B
5. B
6. A
7. C
8. D
9. D
10. E

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