terça-feira, 31 de janeiro de 2012

COMUNICAÇÃO - O TRABALHO DA IMPRENSA


      Com referência grandiosa em seu nome, The Porto Velho Times foi o primeiro jornal a circular em Porto Velho. Sua primeira edição data de julho de 1909 e esse informativo era impresso em língua inglesa. Segundo relatos históricos, um engenheiro norte-americano aproveitou o maquinário gráfico que a Railway Company utilizava para produzir impressos e editou esse peque jornal que descrevia os acontecimentos de Porto Velho. Mais dois jornais foram publicados também em inglês, “O Porto Velho Courier” e o “Marconi-gran”, esse último em 1910.
      O primeiro jornal em português, “O Município”, surgido em 1915, circulou até os últimos meses de 1916, logo depois de criado e instalado o município de Porto Velho. Com circulação semanal e tiragem de 100 exemplares, esse matutino era vendido nas manhãs de domingo. Seus primeiros números teriam sido editados nas oficinas de um jornal cujo nome era o Humaitaense. Os proprietários do “Município” eram Francisco Queiroz, pai do médico Cezar Queiroz que se deslocou de Manaus a convite do então prefeito Joaquim Augusto Tanajura. Esse jornal passaria a ser denominado em seguida como Alto Madeira, em 1917, e era de propriedade do Augusto Tanajura, apesar de constar em seu expediente o nome de Francisco Queiroz que era na verdade o dono do maquinário utilizado para imprimir os primeiros exemplares desse matutino.

Imprensa governista

Em 1954, com máquinas e materiais tipográficos comprados do jornalista Emílio Rodrigues Santiago de “O Imparcial” e do jornalista Humberto Calderado Filho, diretor de “A Crítica”, de Manaus, é fundado “O Guaporé” de propriedade do coronel Aluízio Ferreira, mas nominalmente pertencia a um grupo constituído por Oriolvado da Silva e tinha em sua redação nomes como: João Tavares, Emanuel Pontes Pinto e Paulo Nunes Leal.
Os diretores do Guaporé, todos filiados ao PTB de Aluízio e Getúlio Vargas, chegaram a estabelecer por escrito diversas diretrizes que deveriam ser seguidas pelo corpo eleitoral. Algumas delas foram transcritas na íntegra em um artigo sobre o jornalismo em Rondônia de Manuel Pontes, em 80. Algumas delas:
O Guaporé dará apoio integral ao governador Paulo Nunes Leal, que pauta a sua linha de conduta com superior visão, objetivando fazer, a grandeza do Território e o bem estar da população.
Apoio integral ao deputado Aluízio Ferreira, esteja ele ou não representando o Território da Câmara Federal. Para isso apontará sempre ao povo as grandes realizações do eminente homem público, suas atividades e seus projetos para a região.
Os jornais “Alto Madeira” e o “Guaporé”, com linhas editoriais distintas passaram a circular diariamente, sem outros competidores. Surgiram depois jornais como: “Folha do Guaporé”, “Correio de Rondônia”, “A Vanguarda”, de circulação semanal com fortes tendências políticas que tiveram pouca duração.

Os primeiros jornais

A Notícia: jornal editado em Ji-Paraná, fundado em 80, com circulação mensal esporádica;
O Parceleiro: semanário editado pelo jornalista Osmar Vilhena, em Ariquemes, fundado em 78;
Barranco: informativo mensal fundado em maio de 79, editado pelos jornalistas Montezuma Cruz e Jorcêne Martinez;
Gazeta de Rondônia: também semanário editado em Ji-Paraná mas composto e impresso Ariquemes em 80.
Tribuna Popular: jornal quinzenal editado em Cacoal – composto e impresso em Porto Velho;
Correio do Sul: semanário editado em Vilhena, composto e impresso em Cuiabá, fundado em 80;
O Estadão do Norte: circulação diária impresso em “off set”.

Diário da Amazônia

Em sua primeira edição, no dia 13 de setembro de 1993, o Diário da Amazônia num feito inédito no jornalismo rondoniense abre diversas páginas para contar a história da imprensa no Estado. Fatos pitorescos da imprensa rondoniense como o caso do homem que teria sido comido por uma onça, que alcançou repercussão nacional e outros foram relembrados por profissionais de renome no meio jornalístico em várias páginas do jornal.
A exemplo do que já acontece há muitos anos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, o Diário da Amazônia passou também a circular nas segunda-feiras e os leitores do matutino, através do esforço e dedicação de seus jornalistas, começaram a receber o matutino nos sete dias da semana.

TV e rádio

O Governo do Território havia instalado uma estação repetidora de TV, em Porto Velho em muito depois outra em Guajará-Mirim, ambas funcionavam provisoriamente com licença especial do Ministério das Comunicações. No dia 13 de setembro de 1974, um acontecimento marcante representou a evolução no sistema de comunicação em todo o Estado, o funcionamento da TV Rondônia, canal 4, emissora filiada à Rede Amazônica de Televisão, sob direção do jornalista Phellippe Daou.
As primeiras rádios emissoras do Estado foram a Difusora Guaporé e a Difusora DE Guajará-Mirim, esta última sob a responsabilidade da Prelazia do município do mesmo nome. As duas implantadas na década de 50. a Prelazia de Porto Velho com a finalidade de divulgar principalmente para as localidade do interior notícias religiosas, fundou a Rádio Caiari que teve como diretor o historiador e ainda padre Vitor Hugo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Origem das Cidades Rondonienses


Você conhece a origem das Cidades Rondonienses?
Não?
Então acesse Flavio GeoNet 
Leia e aprenda mais sobre a história de Rondônia.
Ah, aproveite e comente...

Boa leitura! 

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http://goo.gl/forms/GIMRDXNCzV 



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sábado, 28 de janeiro de 2012

Queimadas e DevastaçãO em Rondônia

Encontrei na web esta apresentação digital
do profº Biólogo Aldimar Dinho Reis
sobre as queimadas em Rondônia e disponibilizei aqui para uso dos
professores, alunos e outros interessados.

Vegetação de Rondônia


O estado de Rondônia encontra-se em uma posição importantíssima em relação aos aspectos fitogeográficos, situando-se no centro-sul da bacia amazônica, em uma região de transição entre o domínio geomorfológico amazônico.
É uma área que congrega três importantes biomas: Floresta Amazônica, Pantanal e Cerrado, tendo como características, por esta razão, uma grande biodiversidade, que abrange tanto a riqueza dos seus ecossistemas, quanto de espécies da fauna, flora e de diversidade genética.
Os principais fatores determinantes para a composição da vegetação do Estado são o relevo, com serras de formação geológica antiga, formadas por vastos depósitos sedimentares (Serras dos Pacaás Novos), e a riqueza da drenagem, que associada ao clima  a composição do solo contribuem para a ocorrência do ciclo de cheias dos rios que drenam o estado, sendo marcante para a definição das diferentes paisagens existentes.
A composição vegetal no estado é, reconhecidamente, formada por oito tipologias características, que se dividem em varias fisionomias, as quais passam a caracterizar:

1. FLORESTA OMBRÓFILA ABERTA
2. FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL OU SUBCADUCIFÓLIA
3. FLORESTA DE TRANSIÇÃO OU CONTATO
4. CERRADO
5. FORMAÇÃO PIONEIRA
6. CAMPINARANA ( cada uma detalhada em outro post - clique aqui)

(Texto retirado da apostila Prof. Sônia Arruda)



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vegetação de Rondônia

1. FLORESTA OMBRÓFILA ABERTA

É o tipo de floresta dominante no estado, abrangendo cerca de 55% da área total da vegetação. Esta tipologia caracteriza-se pela descontinuidade do dossel, com ausência de área foliar entre 30 e 40%, permitindo que a luz solar alcance o sub-bosque favorecendo a sua regeneração. Os troncos apresentam-se mais espaçados no estrato mais alto, que atinge cerca de 30 m de altura enquanto o sub-bosque encontrasse estratificado.

2. FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL OU SUBCADUCIFÓLIA

Este tipo de vegetação se desenvolve em solos hidromórficos com baixa capacidade de retenção de água. Ocupam cerca de 2% do total da cobertura vegetal do estado.

3. FLORESTA DE TRANSIÇÃO OU CONTATO

Ocupam cerca de 8% do estado. Trata-se de área de transição entre o cerrado e a floresta, apresentando características destas duas formações, com o estrato mais alto com cerca de 20 metros de altura.

4. CERRADO

Ocupam cerca de 5% da cobertura florestal do estado. São formações vegetais com feições xeromórficas principalmente devido às características do sol.
Biomas Brasileiro

5. FORMAÇÃO PIONEIRA

Ocupam cerca de 4% do estado. Ocorre em terrenos sujeitos a inundações, apresentando diversas fisionomias. Pode apresentar vegetação florestal, ou não. O tamanho das árvores é determinado pela altitude e pelo grau de inundação. Algumas destas áreas encontram-se dominadas por palmeiras conhecidas como buritis.

6. CAMPINARANA

O termo campinarana significa “falso campo”. São formações não florestais que ocorrem em manchas pequenas e bem dispersas por toda a Amazônia. É a vegetação menos representativa do estado. Cresce em solos muito pobres de areia branca (Podzol, hidromórfico e Areia Quartizosas). A maioria das espécies são endêmicas mas é possível encontrar algumas que ocorrem também em cerrado ou outras áreas não florestais.
                                                                      (Texto retirado da apostila Prof. Sônia Arruda)

Leia mais em

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Teixeirão - último Governador do Território e primeiro do Estado.

Belmont, manhã de 10 de abril de 1979. 

    Desembarca em Porto Velho o Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, governador de Rondônia por determinação do então Presidente da República, João Baptista de Oliveira Figueiredo. 

     Como se já soubesse que aquela seria a maior personalidade política do século no Estado, o povo recebe Teixeira com uma grande festa. Na recepção, muitos amazonenses que haviam sido governados por ele. 

Emocionado, Jorge Teixeira discursa: “São passagens como essas gratificam o homem público e fazem com que a gente se sinta com maior disposição para a luta”.
Resultado de imagem para jorge teixeira rondonia

Funcionários da Prefeitura de Manaus entoaram um hino como agradecimento ao trabalho do coronel. 
Perplexo com a manifestação Teixeira pergunta: “Muito bem, muito bem, mas será que não tinha nada pra vocês fazerem hoje lá?...”.

Jorge Teixeira, que agradara tanto o povo manauara, chegava à Rondônia com a missão de transformar o Território em Estado. 

        Logo propôs a criação de novos municípios. Missão ou não, o fato é que Teixeira foi bastante dinâmico na operacionalização dos recursos injetados no então Território Federal, dando-lhe numa estrutura administrativa, social e política.

Ao tomar posse, Jorge Teixeira de Oliveira, definiu seu plano de trabalho e as metas a serem atingidas:
- asfaltamento da BR-364, inclusive o trecho que liga Porto Velho a Guajará-Mirim;
- construção da hidrelétrica de Samuel; 
- transformação de novos aglomerados ou vilas em municípios, incentivando o pequeno e o médio produtor rural e, 
- finalmente, transformar Rondônia em Estado.

As promessas do governador foram colocadas em dúvida. Os oponentes ao seu governo iniciaram uma campanha de descrédito junto à opinião pública e, em pouco tempo, até os auxiliares recriminavam os discursos de Teixeira – “O homem fala demais. Prometer é fácil, cumprir é que são elas”.

As críticas continuavam. Havia questionamentos do porquê Jorge Teixeira não “arrumou a casa” em seis meses. Os maliciosos: “em Manaus era o Teixeirão, aqui é o Teixeirinha”, numa alusão ao cantor de música sertaneja.

Realmente, no primeiro ano de governo, o coronel mal conseguiu acabar com a teia de intrigas que existia nos muros palacianos. Triste herança deixada pelo antecessor.

Teixeira prometeu que o Governo Federal criaria novos municípios em Rondônia antes de 1982, embora a lei de outubro de 1977 desautorizasse tal afirmativa. 

    Correndo contra o tempo, Teixeira levava pessoalmente suas justificativas ao Ministro da Justiça e do Interior. 

As muitas viagens eram motivo de pesadas críticas da oposição, tanto no Congresso Nacional quanto nas câmaras municipais de Porto Velho e Guajará-Mirim. Teixeira estaria esbanjando mordomias em rodadas de uísque e não procurando resolver os problemas de Rondônia.

No dia 16 de junho de 1981, foi levada à sanção do presidente João Figueiredo, a Lei 6.921 que autorizava a criação dos municípios de Colorado do Oeste, Espigão do Oeste, Presidente Médice, Ouro Preto do Oeste, Jaru e Costa Marques.

A criação daqueles municípios dentro do prazo que fora preconizado pelo governador, lhe devolvia a credibilidade com o povo. Outras promessas também foram compridas.

Já naquela época, empreiteiras montavam canteiros de obras ao longo da BR-364, para início do asfaltamento. 

Era a obra mais esperada pela população do Estado. O feito parecia tão impossível aos adversários que, mesmo com as máquinas desfilando na estrada em busca de local de trabalho, ainda haviam quem negasse a vitória do governador junto às autoridades de Brasília.

Governo itinerante

Como homem e administrador atuante, perfeitamente identificado com o povo, Jorge Teixeira estabeleceu um governo aberto às aspirações da população na busca de soluções para os problemas decorrentes do acelerado processo de desenvolvimento. 

Criou então o “Governo Itinerante” e diminuiu a distancia entre os membros decisórios e administrativos do governo a das comunidades. O governo não ficaria mais confinado na capital, mas instalado também nas cidades de Ouro Preto, Cacoal, Vilhena e Costa Marques. Não havia projeto de colonização e nem linhas ou glebas que não conhecessem pessoalmente o governador Jorge Teixeira. 

Foi a primeira vez na história de Rondônia, que um político desceu do “pedestal” para se juntar ao povo.

Os planos do governo Teixeira não era segredo para ninguém. Os trabalhos eram desenvolvidos num perfeito espírito de comunidade estimulando, inclusive, o povo a participar diretamente das ações governamentais. 

Essa harmonia administrativa encorajou os colonos a fazerem um mutirão, oportunidade em que a própria comunidade agrícola se integrou ao governo na construção da estrada que permitiam o escoamento de seus produtos para o mercado consumidor.

Jorge Teixeira de Oliveira faleceu, aos 63 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 28 de janeiro de 1987. 

Sonhava voltar a governar Rondônia, eleito pelo povo.

(Texto da apostila da Prof. Sônia Arruda)

Atividade no caderno

1- Qual Presidente da República nomeou o general Jorge Teixeira de Oliveira, governador de Rondônia:


2- Por que Jorge Teixeira discursou emocionado:


3- Ao tomar posse, Jorge Teixeira de Oliveira  definiu em seu plano de trabalho, quais metas a serem atingidas:



4- Qual era o discurso dos oponentes de descrédito junto à opinião pública e, em pouco tempo, até os auxiliares recriminavam os discursos de Teixeirão:


5- No primeiro ano de governo, o coronel Jorge Teixeira de Oliveira, teve que acabar com o que:


6- O que foi que Teixeira prometeu que o Governo Federal criaria em Rondônia antes de 1982, embora a lei de outubro de 1977 desautorizasse tal afirmativa:


7- Quais Municípios ele conseguiu autorização para criar no dia 16 de junho de 1981, sendo levada à sanção do presidente João Figueiredo, a Lei 6.921:


8- O que a criação daqueles municípios dentro do prazo que fora preconizado pelo governador, e outras promessas que também foram compridas, devolviam ao Teixeirão:


9- Já naquela época, qual era a obra mais esperada pela população do Estado e que parecia tão impossível aos adversários do então governador:


10-  O que Jorge Teixeira criou pela primeira vez em RO. Para diminuir a distancia entre os membros decisórios e administrativos do governo a das comunidades. E em quais cidades atendia:



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

HIDROGRAFIA - RO.

        A hidrografia de Rondônia é parte integrante da Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do planeta. Sendo o Amazonas o principal rio, ele é formado pela junção dos rios Negro e Solimões.
          

A hidrografia de Rondônia é formada por uma bacia principal, a do rio Madeira, e por cinco bacias tributarias; Guaporé, Mamoré, Abunã, Jamari e Machado ou Ji-paraná.

Todos os rios que nascem no estado de Rondônia são afluentes ou sub-afluentes do rio Madeira e a maioria deles tem a foz dentro dos limites do Estado com exceção dos afluentes do rio Roosevelt, que tem suas nascentes no município de Vilhena, na região Sudeste do estado de Rondônia, desse no sentido norte, atravessa o estado de Mato Grosso e tem sua foz no rio Madeira no estado do Amazonas.

 BACIA DO MADEIRA
Área: 31.422,1525 ha
O Madeira, principal rio de Rondônia, é formado pela junção dos rios Mamoré e Beni. Essa junção ocorre na região oeste de Rondônia, próximo à cidade de Nova Mamoré. Os rios Mamoré e Beni têm suas nascentes na república da Bolívia, nas proximidades dos contrafortes dos Andes.
A partir de sua formação, o rio Madeira nasce no sentido norte fazendo fronteira entre o Brasil e a Bolívia até  foz do rio Abunã. A partir daí, ele atravessa o estado de Rondônia no sentido noroeste, norte, até a foz do igarapé Maici, divisa dos estados de Rondônia e Amazonas. Após essa divisa, o Madeira percorre o estado do Amazonas e tem sua foz no rio Amazonas.
O rio Madeira é um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, tem uma extensão de aproximadamente 1.056 km de Porto Velho até a foz, no rio Amazonas, sendo aproximadamente 180 km dentro dos limites de Rondônia e 876 km no estado do Amazonas.
Em um trecho de aproximadamente 360 km, a partir de sua formação, o Madeira tem um desnível de declividade de 20 cm/km e passa por dezoito cachoeiras e corredeiras, sendo as maiores: Jiral, Teotônio e Santo Antônio.
Entre a Cachoeira de Santo Antônio e a foz do rio Madeira é navegável durante o ano inteiro, porém com alguns obstáculos, no período de seca, ocasionado por assoreamento no leito do rio, o que não impede a navegação.
No rio Madeira, no curso navegável, encontram-se muitas ilhas, algumas com extensão considerável.

BACIA DO GUAPORÉ
Área: 59.339,3805 ha

O rio Guaporé nasce na região noroeste do estado de Mato Grosso, desce no sentido norte do Brasil e, no percurso que se inicia logo abaixo da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade (ex capital da capitania de Mato Grosso), até a sua foz no rio Mamoré ele faz fronteira entre o Brasil e República da Bolívia.
Os principais afluentes do rio Guaporé, na margem direita, lado brasileiro, são os rios Gelera, Sararé, Piolinho e Guariterê em território mato-grossense e os rios: Cabixi, Corumbiara, Verde, Mequéns, Massaco, Branco, São Miguel, São Domingo e Cautário, em território rondoniense.
Leia mais http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_guapor%C3%A9

BACIA DO MAMORÉ
Área: 22.790,6631 ha

O rio Mamoré tem suas nascentes nos contrafortes dos Andes bolivianos, desce no sentido leste da Bolívia até a foz do rio Guaporé. A partir daí, ele passa a fazer à fronteira entre o Brasil e a República da Bolívia, até encontrar o rio Beni, que também nasce nos Andes bolivianos. O encontro dos rios Mamoré e Beni formam o rio Madeira.
Os principais afluentes do rio Mamoré, na margem direita, em território brasileiro, são os rios Guaporé e Pacaás Novos, Ouro Preto, Lage e Novo.

BACIA DO ABUNÃ
Área: 4.792,2105 ha

O rio Abunã nasce na região sul do estado do Acre, na fronteira com a República da Bolívia, e tem sua foz no rio Madeira. Seu principal afluente da margem esquerda, lado brasileiro, em terras de Rondônia, é o rio Marmelo.

BACIA DO JAMARI
Área: 29.102,7078 ha

O rio Jamari tem suas nascentes nas proximidades das serras dos Pacaás Novos, no município de Campo Novo de Rondônia e desce no sentido norte do Estado, recebe as águas do rio Candeias e tem a foz no rio Madeira.
No rio Jamari esta instalada a Usina Hidrelétrica de Samuel, que tem potencial de geração de 216 Mw de energia elétrica. A usina de Samuel está situada no município de Candeias do Jamari, e o lago da represa de Samuel abrange o território dos municípios de Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.

BACIA DO ROOSEVELT
Área: 15.538,1922 ha

O rio Roosevelt tem suas nascentes na região sudeste de Rondônia, nas proximidades da cidade de Vilhena, desce no sentido norte e, a partir da foz do rio Capitão Cardoso, atravessa o estado de Mato Grosso, entra pela porção sul do estado do Amazonas e tem sua foz no rio Madeira.

BACIA DO MACHADO OU JI-PARANÁ
Área: 80.630,5663 ha

O rio Machado ou Ji-Paraná é o principal afluente do rio Madeira, dentro dos limites de Rondônia, é também a segunda mais importante bacia hidrográfica do Estado. Ele é formado pela junção dos rios Comemoração ou Melgaço com o Apediá ou Pimenta Bueno, cuja confluência ocorre nas proximidades da cidade de Pimenta Bueno. Os afluentes, formadores do rio Machado, tem suas nascentes na Chapada dos Parecis, no município de Vilhena. Portanto, o rio Machado têm suas nascentes na região sudeste de Rondônia, desce no sentido norte e atravessa as regiões leste, nordeste e tem a foz no rio Madeira, na região norte do Estado.
Os afluentes da margem direita do Machado são poucos e pequenos, os principais deles são: Riozinho, Igarapé Grande e Igarapé Lurdes.
Os maiores afluentes do rio Machado ou Ji-Paraná estão na margem esquerda e os principais são os rios Rolim de Moura, Muqui, Urupá, Jaru, Anari, Machadinho e Rio Preto.


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Veja mais
http://www.gentedeopiniao.com.br/lerConteudo.php?news=38127
http://www.gentedeopiniao.com.br/lerConteudo.php?news=23435
http://historiacacoal.blogspot.com/2011_03_01_archive.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Porto Velho - RO.

Uma breve história

Oficializada em 2 de outubro de 1914, Porto Velho foi criada por desbravadores por volta de 1907, durante a construção da E.F. Madeira- Mamoré. Em plena Floresta Amazônica, e inserida na maior bacia hidrográfica do globo, onde os rios ainda governam a vida dos homens, é a Capital do estado de Rondônia. Fica nas barrancas da margem direita do rio Madeira, o maior afluente da margem direita do rio Amazonas.

Símbolos do Município

1. Brasão

2. Bandeira 

3. Localização

4. Vídeo
Este vídeo, 8ª edição mostra imagens antigas e atuais de alguns lugares de Porto Velho em forma de comparação. As imagens são mostradas ao som do Hino do Estado de Rondônia.
5. Hino do Município. Letra e Música de Cláudio Feitosa
No Eldorado uma estrela brilha
em meio à natureza, imortal:
Porto Velho, cidade e município,
orgulho da Amazônia ocidental,

são os seus raios estradas perenes
onde transitam em várias direções
o progresso do solo de Rondônia
e o alento de outras regiões.

Nascente ao calor das oficinas
Do parque da Madeira-Mamoré
pela forja dos bravos pioneiros,
imbuídos de coragem e de fé.

És a cabeça do estado vibrante:
És o instrumento que energia gera
para a faina dos novos operários,
os arquitetos de uma nova era.

No Eldorado uma gema brilha
em meio à natureza imortal:
Porto Velho, cidade município,
orgulho da Amazônia ocidental.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PRESSÕES INTERNACIONAIS SOBRE A AMAZÔNIA BRASILEIRA


A expansão do capitalismo industrial e financeiro mundial, a partir do século XIX, levou a uma crescente adoção das práticas e políticas imperialistas que, promovidas pelas grandes potências da Europa, o Japão e os EUA, tiveram como alvo os territórios da África, Ásia, Oceania e América Latina. Em meados do século passado, os avanços na tecnologia, nos transportes e nos meios de produção, ocasionaram o surgimento de gigantescas corporações que resultaram da fusão entre o capital financeiro e o capital industrial. O avanço desse processo de concentração de capitais culminou com a criação de trustes, cartéis e, mais tarde, para fugir às legislações antitrustes, holdings. Essas corporações visavam à obtenção de contratos privilegiados quanto ao monopólio de determinados mercados, contando, para esse intento, com a colaboração da diplomacia e, freqüentemente, quando esta falhava, do exército de seus Países, além da prática do dumping para eliminar os concorrentes.
Os investimentos do capital monopolista na Amazônia resultaram no controle de importantes concessões de serviços públicos, como portos e navegação, além da exclusividade nas operações de exportação de matéria-prima, o que dava às casas exportadoras uma ampla margem de controle de preços da goma elástica. É interessante observar os aspectos político e militar desse processo, na medida em que forjaram determinada mentalidade que, de forma bem precisa, migrou para a Amazônia, juntamente com capitais e técnicos estrangeiros. Essa mentalidade desenvolveu-se a partir da forma mais extremada do imperialismo, efetivada na África e no Oriente, particularmente na China.
Ao final do século XIX, uma série de doutrinas expansionistas e seus corolários desenvolveram a noção de um certo “Destino Manifesto”, a ser realizado pelos Estados Unidos. Basicamente, a doutrina do destino manifesto parte de uma idéia de que certos Países possuiriam atributos raciais, geopolíticos e/ou econômicos, que os tornariam superiores aos demais. Esses atributos justificariam seu domínio sobre os Países “inferiores”, com o objetivo de expansão e defesa. Por outro lado, os Países dominados ou sob a esfera da influência dessas potências, seria a lucrar, com o desenvolvimento econômico e social trazidos com o domínio estrangeiro.
As pretensões de estrangeiros, não somente sobre a navegação, mas também sobre o destino a e exploração do Vale do Amazonas criaram, ao longo de todo o século XIX, sérias desconfianças por parte do Governo Imperial, chegando mesmo D. Pedro II (1825-1891) a registrar, em seu diário pessoal de 1862, receio em relação às pretensões dos EUA sobre o Amazonas. As desconfianças do Governo Imperial foram herdadas pelo governo republicano e são de fundamental importância para a compreensão da Questão Acreana.
Uma série de viajantes estrangeiros, que correram o vale desde o período colonial, descreveram de forma apaixonada e idealizada as potencialidades da terra. No século XIX podemos citar Willian H. Edwards (1922-1909), um naturalista norte-americano que desembarcou na Amazônia em 1846 e o naturalista inglês Richard Spruce (1817-1893), que desembarcou no Brasil em 1849 e permaneceu na Amazônia até 1864. De uma maneira geral, as conclusões são as mesmas: a terra era naturalmente dadivosa, porém pobre e despovoada, apenas em razão da indolência de seus povoadores. A solução então seria entregar aquela terra ao gênio operoso do europeu ou do anglo-saxão para transformá-la em um paraíso de fartura e prosperidade.
Havia também aqueles que viam de maneira negativa, tanto os dotes naturais da terra, como os de sua população, estabelecendo corporações pouco lisonjeiras entre a natureza Européia e a Americana. Esse era o caso do Conde Joseph-Arthur de Gobineu (1816-1882), embaixador da França no Brasil entre abril de 1869 e maio de 1970, que se julgou também habitado a emitir opiniões sobre a terra, a cultura, a natureza e o homem tropical. O Conde, autor de um trabalho intitulado “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas” (1853-1855), descreveu nesse trabalho a natureza do país: cheio de insetos e seres rastejantes, constituído por um povo de malandros e ociosos, composto de mestiços de todo o tipo, no qual era impossível ver a pureza do sangue europeu. Exceto a família real, evidentemente, eram os brasileiros a ralé do gênero humano.

(Texto apostila Profª Sônia Arruda)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Estado de Rondônia comemora 30 anos


O Estado de Rondônia completa hoje, 30 anos transformação de Território Federal para Estado de Rondônia.

O Coronel Jorge Teixeira teve uma participação atuante no processo de emancipação do Território à categoria de Estado. Durante o governo do Jorge Teixeira várias obras foram realizadas, tendo sido um período de muito trabalho, que pôde ser caracterizado como os preparativos finais para a emancipação do Território à condição de Estado.

No dia 22 de dezembro de 1981 finalmente acontecia o tão esperado dia. O Presidente da República, João Batista Figueiredo através da Lei Complementar n° 41 criava o Estado de Rondônia. No dia 4 de janeiro de 1982 era instalado o mais novo estado da União. Naquela oportunidade também era empossado o Coronel Jorge Teixeira de Oliveira como primeiro governador do Estado de Rondônia.

Na época da emancipação, o Estado de Rondônia encontrava-se administrativamente dividido em 13 municípios que se subdividiam em 22 distritos. Em 1983, o Estado já contava politicamente com 15 municípios.
(Parte texto de Aleks Palitot - Historiador -

Veja o vídeo:
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