sábado, 25 de fevereiro de 2012

Praça Pe. Ângelo Spadari.

Foto antiga da praça Ângelo Spadari - Cedida pelo Prof. Anísio Ruas.

A Praça Angelo Spadari têm esse nome em homenagem ao primeiro padre de Vilhena.
Padre Ângelo na foto
A Praça conta com vários quiosques, Monumento da Bíblia, rampa de skate, caixa d´água e Espaço - a ideia é um lugar onde os artistas vilhenenses, possam fazer exposições de seus produtos.
      A ordem dos Ministros Evangélicos de Vilhena – ORMEVI, fundada em 12 de Setembro de 1988 por um grupo de pastores que na época moravam em Vilhena, devidamente autorizados pela a câmara de vereadores e em parceria com empresários, igrejas e prefeitura de Vilhena, construiu em Setembro de 1989, o Monumento à Bíblia na praça Pe. Ângelo Spadari.
      A atual diretoria da ORMEVI, sente-se no dever de defender, zelar e reformar este bem público e são os responsáveis pelo monumento, conquistado em 2009.
      Em 2009 também o monumento foi reformado por pastores que se uniram e tiveram apoio também da Prefeitura Municipal de Vilhena.
      A Prefeitura de Vilhena, através da Secretaria Municipal de Esportes e Cultura (Semec), instalou 13 lixeiras para coleta seletiva nas praças Ângelo Spadari -  “A instalação das lixeiras ecológicas em pontos de grande circulação da cidade, é uma forma de manter a cidade limpa, contribuir com o meio ambiente, bem como facilitar a coleta do lixo, porque a população é importantíssima na colaboração com a limpeza da cidade e conservação da natureza."(Rover)

Outro projeto artístico que embeleza a praça é o “Filme-Skate” é um reprodução de um filme gigante, sobre o qual foi instalada uma rampa de skate. 
“É uma obra única no mundo, que divulgou a imagem de Vilhena em todo o planeta, 
através de revistas especializadas em fotografias e esportes radicais”, 
diz o jornalista.
       Construído no segundo mandato do prefeito Melki Donadon (PTB), a autoria do projeto é do  jornalista Paulo Mendes. (http://www.folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=7666)
Quem conhecer mais a história da praça e quiser contribuir
pode enviar um email para lie.ceejavha@gmail.com
muito Obrigada.


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sábado, 18 de fevereiro de 2012

PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS

O estado de Rondônia possui o delineamento das diferentes áreas geográficas efetivado pelo Zoneamento Socioeconômico ecológico, que distribui entre os ecossistemas uma diversidade de formas de organização de produção sustentável. 
Os aspectos econômicos envolvem diversas atividades projetadas para determinadas localidades e situação econômica das comunidades.
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.......................................... A caracterização do Zoneamento, como elemento-chave da utilização de recursos das florestas e dos rios, consistiu, ao mesmo tempo, em preocupação ecológica pelas autoridades que temem o mau uso dos espaços econômicos com atividades que possam degradar o ambiente e prejudicar os ecossistemas.
A nova Lei de Crimes Ambientais é oportuna porque vincula os espaços produtivos aos órgãos de representação ambiental, desta forma, qualquer acidente envolvendo áreas de proteção ambiental, ou desastre ecológico, prevendo situações de risco para a vida vegetal e animal será objeto de investigação.
Esses órgãos públicos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM, que estão equipados para atender às necessidades de informações acerca de atitudes preservacionistas.

A extensão da fronteira agropecuária em Rondônia teve início na década de 70, do século XX, com a implantação de projetos de colonização oficial, implantados pelo Governo Federal, por meio do INCRA, substituindo as grandes áreas de seringais nativos por uma nova situação fundiária, que mudou radicalmente o espaço geográfico.

Rondônia é um estado que passou a ter problemas ambientais em decorrência de sua rápida expansão, como espaço de fronteira agrícola. Essa nova realidade gerou preocupações acerca dos desmatamentos, erosão fluvial, garimpagem, atividades mineralógicas e extrativistas, que contribuíram, desde o processo de colonização, para o desequilíbrio dos ecossistemas, influindo em mudanças climáticas que atingiram a região.

A partir da segunda metade da década de 80, do século XX, os organismos internacionais, em especial o Banco Mundial, que investiram nos projetos de colonização em Rondônia, foram alvo de críticas de ambientalistas e outras entidades mundiais, em decorrência do desastre ecológico nas imensas áreas florestais.
O Banco Mundial investiu em um novo projeto, o “PLANAFLORO”, com o intuito de diminuir o desmatamento acelerado, iniciado nos anos anteriores, e reverter o processo de desordenação causado pelo fluxo migratório no Estado.
A consolidação da BR-29, em 1968, permitiu que Rondônia firmasse sua vocação agrícola com maciços investimentos federais em projetos de colonização e a intensificação do fluxo migratório gerou a rápida formação de aglomerados urbanos, principalmente ao longo do eixo da BR-364.
Isso provocou uma ruptura da estrutura espacial existente, já que, anteriormente, concentrava a economia nos municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim, que não sofreram agregações populacionais como às registradas na área de influência da BR-364.

A consequência mais drástica se constitui no acelerado processo de desmatamento ao longo da BR-364. A implantação dos projetos de colonização existentes e a expansão da fronteira agrícola na floresta demonstraram exemplos edificantes da catástrofe ecológica induzida pela exploração de terras impróprias para a agricultura.
Os organismos internacionais e o Banco Mundial, quando reconheceram a problemática ambiental de Rondônia, na segunda metade da década de 80, do século XX, começaram a frear o envio de verbas aos projetos de assentamento e colonização, em decorrência do escândalo mundial causado pelo acelerado desmatamento de parte da floresta amazônica.

A floresta sofreu intenso processo de queimadas durante o processo de preparação da terra para o plantio de lavouras e pastagens. Os agricultores instalaram-se em grandes e pequenas propriedades, ou em projetos agropecuários implantados por empresas nacionais privadas ou pelo governo.
Em função da ausência de planejamento adequado, alguns desses projetos foram instalados em regiões impróprias para a atividade agrícola. Os agricultores utilizaram sistemas de produção e cultivo nem sempre coerentes com as características agroecológicas da região. Essa ocupação desordenada conferiu a agricultura uma dinâmica marcada pela baixa produtividade, impactos ambientais crescentes e pobreza na qualidade de vida das populações.

A região central do Estado, ao longo da BR-364 e próximo a ela, foi transformada em áreas onde ocorreu intenso desmatamento da floresta, eliminando-se praticamente a fauna e a flora. A colonização influenciou um ritmo acelerado de extração de madeiras nobres, fato que praticamente extinguiu as espécies de mogno, cerejeiras e castanheiras. Atualmente, as madeiras já extraem outras espécies que também já se encontram praticamente em processo de extinção.

As atividades garimpeiras no rio Madeira, nas décadas de 80 e 90 do século XX, prejudicaram o fluxo das águas do rio com o uso do mercúrio, provocando a contaminação de peixes. Após a proibição da garimpagem no rio Madeira, iniciaram-se as atividades de forma clandestina, fato que produziu um efeito mais devastador sobre o meio ambiente e a recuperação plena da flora de fundo e dos peixes que, por acaso, tenham sofrido efeitos teratogênicos ou mutagênicos.
Outra forma de garimpo que causou problemas ambientais constituiu-se na exploração de cassiterita no Bom Futuro, na bacia do rio Candeias, produzindo um índice elevado de poluição nas águas em decorrência do assoreamento do leito do rio.
O processo de desmatamento na região tendeu a ser controlado tanto por organismos internacionais quanto pelos órgãos encarregados do meio ambiente, que trataram de fiscalizar as ações predatórias. O desmatamento diminuiu, mas os efeitos que geraram as problemáticas ambientais ainda se perpetuarão por longas décadas, considerando-se os aspectos de produção florestal propriamente dita, além dos aspectos econômicos e ambientais (regeneração da floresta).


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Atividade Obrigatória
Acesse o link e responda
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Saiba mais 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

POVOAMENTO - A FORÇA DOS MIGRANTES

“Os migrantes trouxeram suas tradições
 e aqui criaram muitas outras, próprias de uma região onde impera 
a mistura das misturas brasileiras”


O processo de povoamento de Rondônia tem sua origem no começo do século XVIII, quando a coroa portuguesa realiza suas primeiras expedições na região do Alto Madeira e do Vale do Guaporé em busca de jazidas de ouro. 
Essas buscas proporcionaram o surgimento de povoações como a Vila Bela de Santíssima Trindade do Mato Grosso, no Rio Guaporé e Santo Antônio, no Rio Madeira. 

Imagem cedida pela Profº Jucélia



O declínio do Ciclo do Ouro, no inicio do século XIX provocou o abandono dos primeiros núcleos populacionais da região que seriam reinados em seguida com os Ciclos da Borracha, conhecida também como o “Ouro Negro”. 
No ano de 1883, a região que hoje é Ji-Paraná já era povoada por nordestinos que chegavam na Amazônia para trabalhar nos seringais. 


A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em 1907, daria continuidade a essa fase do processo migratório com a vinda de milhares de trabalhadores estrangeiros, destacando-se principalmente os negros oriundos de Bárbaros, Trinidad, Jamaica, Santa Lúcia, Martinica, São Vicente, Guianas, Granadas e outras ilhas das Antilhas.
Todos de formação protestante e idioma inglês que foram denominados de barbadianos. 
Muitos não retornaram aos países de origem constituindo família no Estado.


Povoamento e evasões

O Governo Federal realizaria anos depois a nacionalização da Madeira-Mamoré – oficial, pois, afinal a ferrovia sempre foi brasileira. 
Este procedimento tinha como meta impedir o êxodo urbano e rural que afetava os municípios de Porto Velho, Santo Antônio do Rio Madeira e Guajará-Mirim. 
O despovoamento regional era preocupante, um censo registra somente 590 habitantes na região do Alto Madeira.

As instalações das linhas telegráficas da Comissão Rondon alavanca um novo processo de ocupação migratória, com a vinda de migrantes do Mato Grosso, no período de 1920 e 1940. 

      Durante a 2ª Guerra Mundial, no governo de Getúlio Vargas, acontece um novo incentivo a ocupação da região em virtude da parceria firmada entre Brasil e Estados Unidos para produção de borracha
Também nessa fase a migração nordestina foi a mais expressiva.



       Em 1945, o Governo Federal cria diversas colônias agrícolas com a intenção de evitar novamente o êxodo regional, esta tentativa não surte o efeito desejado. 

Os ciclos do Diamante e da Cassiterita, entre 1954 e 1958 e a pavimentação da BR-364, em 1983,  que coloca fim ao relativo isolamento do Estado, em relação às demais regiões do País. Complementam o processo migratório.

Atividade no caderno
Construa uma linha do tempo do processo Migratório em Rondônia












Colonização espontânea

Em 60, inicia-se processo de colonização espontânea na região quando o Governo Federal considerou o Centro-Oeste do País como área prioritária para o desenvolvimento nacional. 

Nessa época à interferência oficial no processo de ocupação regional com a criação e implantação do Programa de Integração Nacional (PIN) pelo Decreto-Lei de nº. 1164 de abril de 1971. 
As terras de Rondônia passaram quase todas à jurisdição da União, que poderia distribuí-las indiscriminadamente no programa de colonização. 
O Incra começa então a disciplinar o assentamento desordenado dos colonos que procuravam Rondônia para se fixar através de dois projetos:
- o Projeto Integrado de Colonização (PIC) e 
- o Projeto de Assentamento Dirigido (PAD). 

O primeiro PIC implantado foi o de Ouro Preto, na região onde se localiza Ouro Preto do Oeste, desmembrado do município de Ji-Paraná antigo distrito de Vila de Rondônia.

A partir da década de 70, o município de Porto Velho se torna recordista em crescimento populacional o que resultaria na década seguinte, numa explosão de expansão urbana com o surgimento das primeiras invasões na capital. 
Este movimento diferentemente do que aconteceu em anos anteriores, que era uma busca por riquezas naturais, desta vez a busca era de terras para a agricultura.

Chegavam em Rondônia mais de três mil famílias por ano. 
Esses migrantes, vindos principalmente do Sul do País, estavam prontos para trabalhar nos primeiros projetos de colonização do Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. 

Os projetos eram o de Ouro Preto, Ji-Paraná, Vilhena, Sidney Girão e Burareiro. 
Entretanto o Incra não conseguiu efetuar o assentamento nem de um terço desses migrantes. 
Diretores do instituto alegavam que parte das verbas dos projetos foram transferidas para a área da Transamazônica, onde o fluxo migratório era bem maior. 
Foi o início dos problemas agrários na região, numa luta que levaria novamente a intervenção do Incra que mesmo assim não consegue controlar os problemas gerados pelas invasões. Esses projetos visavam o assentamento das famílias migrantes, a regularização fundiária nenhum de colonização realmente.

Começam em 74 os primeiros investimentos federais em Rondônia. É criado o Programa de Pólos Agropecuário e Agro-minerais da Amazônia (Polamazônia que visava desenvolver quinze áreas previamente selecionada, colocando sob a administração da Sudam e da Sudeco) que entrariam em operação somente no ano seguinte. 
O Estado recebe cerca de 8,5 milhões de dólares recursos que deveriam ser usados até 1978

No ano seguinte, o Polamazônia destina mais de 17 milhões de dólares para serem investidos nas áreas de transporte, indústria e desenvolvimento urbano.
( Texto apostila Profª Sônia Arruda)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Solo e vegetação de Vilhena

O solo de Vilhena é classificado como lato-solo vermelho/amarelo(LVA), com areia distrófica.

Foto de um perfil de solo – LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico húmico do Parque Nacional do Caparaó (MG)
          Grande parte é coberta por densa floresta equatorial, caracterizada pela mata de terra firme com árvores enormes sendo abundantes as madeiras aproveitadas, como: mogno, cerejeiras, itaúba, ipê, cedro e outros.
Além das florestas, cerrados e os campos limpos também fazem parte da vegetação, com tipos de vegetais característicos: a lixeira, a mangabeira, o pequizeiro, o pau-serra, o barbatimãos, o cajueiro, entre outros, para os cerrados; e plantas ásperas e duras, gramíneas e outras espécies, para os campos limpos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Geografia de Vilhena

Localização de Vilhena
Vilhena está localizada na porção sul-leste do estado, na microrregião de Vilhena e na mesorregião do Leste Rondoniense, numa área de baixo planalto, com uma pequena inclinação em direção aos cursos d'água.
Localiza-se a uma latitude 12º44'26" sul e a uma longitude 60º08'45" oeste, estando a uma altitude de 612 metros. 





Possui uma área de 11.519 km² representando 4,8% do estado, seu território tem como limite as cidades de: Espigão d'Oeste ao noroeste, Chupinguaia, Pimenta Bueno ao oeste e Colorado do Oeste ao sul.


Gráfico climático para Vilhena
JFMAMJJASOND
295
28
20
310
27
20
300
28
20
216
29
19
78
29
19
14
29
18
9
30
16
31
31
19
93
30
19
188
30
20
207
28
20
326
28
20
Temperaturas em °C • Precipitações em mm

O tipo de clima é o equatorial, quente e úmido, com friagens no meio do ano que chegam a 7°C. O período chuvoso vai de setembro a maio. A temperatura média anual é de aproximadamente 23°C.

 As precipitações pluviométricas anuais variam de 1.800 a 2.400 mm. A altitude elevada proporciona ventos constantes que mantém a sensação térmica baixa, mesmo com o céu aberto.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Influências da cultura indígena: Índios, os primeiros habitantes de Rondônia


          A cultura de Rondônia tem suas origens marcadas por uma forte influência da cultura indígena. Dentre os principais povos estão os Karitiana e os Uru-Eu-Wau-Wau, que em contato com outros agentes acabaram vendo parte de suas tradições se perderem.
          O povo Karitiana compõe-se atualmente de uma população de cerca de 180 índios, vivendo a 95 quilômetros ao sul de Porto Velho ao longo de 89.698 hectares. A língua falada é o Tupi/Arikém. Os primeiros contatos com a chamada "civilização" data do final do século XVII, sendo que o isolamento foi mantido até os primeiros anos do século XX com o aparecimento de personagens históricos como os caucheiros e seringueiros na região.
          A partir daí observou-se a degradação desse povo com grande parte de seus membros sendo submetidos à escravidão. Observou-se também uma "recuada" territorial ocasionada pela chegada da "civilização". Sendo assim, os Karitiana que viviam às proximidades do atual município de Ariquemes foram tendo que se retirar até as cercanias do Rio Candeias, onde permanecem até hoje.
Entre as particularidades dos Karitiana estão as pinturas corporais e faciais, mantidas através dos anos em suas tradições, assim a dança, o artesanato e as manifestações musicais. Outro traço de suas tradições é a poligamia e o casamento entre pessoas da mesma família.
         Já os Uru-Eu-Wau-Wau têm língua ligada ao Tronco Tupi. São da Família Tupi-Guarani, grupo Tupi-Kawahib. Vivem no relevo central de Rondônia, entre os municípios de Guajará Mirim, Costa Marques, Nova Mamoré, Campo Novo de Rondônia, Monte Negro, Cacaulândia, Governador Jorge Teixeira, Mirante da Serra, Jaru, Alvorada do Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. O contato com o "homem branco" inicia-se na década de 40, iniciando-se uma briga pelas terras centrais do Estado que dirá até os dias atuais. Os principais agressores para esse povo sempre foram posseiros, madereiros e garimpeiros.
          Foi só no início da década de 80 que o contato entre as duas culturas foi tratado de forma mais cuidadosa, quando um grupo da Funai, liderado pelo indigenista Apoena Meirelles, realizou os primeiros contatos amigáveis com os Uru-Eu-Wau-Wau, que naquela época contavam com uma população de cerca de 800 índios.
          Os Uru-Eu-Wau-Wau também fazem pinturas corporais, nas cores preta e vermelha. As tintas são fabricadas a partir de jenipapo e urucum. Usam como vestes apenas um cinturão largo de cipó. Seus cabelos são cortados em forma de cuia. As mulheres costumam tatuar seus rostos.
Contaminados por doenças trazidas com o contato intercultural, a população Uru-Eu-Wau-Wau sofreu uma diminuição considerável. Atualmente, eles somam pouco mais de 60 índios, divididos em 4 grupos: 20 índios no Posto Indígena do Alto Jamari; 16 no Posto Indígena do Alto Jaru; 10 índios no Posto Indígena Jamari; e 16 no Posto Indígena Comandante Ari.

"Nós índios Karitiana surgimos assim: antigamente nós tínhamos Deus aqui em cima desta terra, deste solo. Antigamente não existia gente, macaco, socó, mutum, não existia lontra, não existia pica-pau, cutia, tatu, paca, anta. Os matos já existia. Deus não existia. Deus saiu de dentro de um buraco na casa da cigarra e a Mãe d'água nasceu do olho d'água, e o sapo cururu. A mãe de Deus é a terra".
(narrativa dos índios Orlando, Meirelles e Cirino Karitiana sobre a origem do povo Karitiana. In OLIVEIRA, Cleide, Levantamento de dados culturais do Povo Karitiana. 1994)

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