domingo, 3 de novembro de 2013

Composição Étnica de Rondônia


    Quando os portugueses chegaram ao Vale do Guaporé, a partir de 1750 – 250 anos depois do “descobrimento” do Brasil – todo o território hoje ocupado pelo estado de Rondônia era habitado por indígenas.
Indígenas

      Estes, em parte, foram escravizados e, em parte, massacrados por resistirem aos brancos.
      A necessidade de sempre maiores contingentes de mão de obra para os trabalhos nas minas, na pequena produção agrícola e para a defesa da fronteira com os espanhóis levou o governo português a importar escravos negros africanos do Rio de Janeiro, de Salvador e de Recife.
Protugueses
      A miscigenação (mistura) dessas três etnias foi inevitável, resultando em mamelucos e mestiços. Indígenas escravos, mamelucos, mestiços, negros e brancos pobres foram abandonados a própria sorte quando as minas de ouro do Guaporé se esgotaram.

      No século XIX, o Primeiro Ciclo da Borracha arregimentou uma avalanche de imigrantes nordestinos, já frutos da mesma miscigenação (brancos, índios e negros). Já no século XX, no período da Segunda Guerra Mundial, novos imigrantes, primeiro do Pará e depois do Nordeste, chegaram para o Segundo Ciclo da Borracha em Rondônia.
Lembramos ainda que, para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (1907 – 1912), foram recrutadas mais de 20.000 pessoas no estrangeiro: negros das ilhas da América Central, espanhóis, portugueses, italianos, franceses, ingleses, dinamarqueses, além de brasileiros de outras regiões.
      Os indígenas e os descendentes de toda essa gente são considerados os amazônicos, em oposição aos “sulistas”, os nãos amazônicos.
      Os “sulistas” é a massa de migrantes de vários estados do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul, atraída pelo governo federal para a nova fronteira agrícola de Rondônia, a partir de 1970. Para termos uma ideia, entre 1980 e 1986 (o período de maior imigração), chegaram a nosso estado mais de 730.000 pessoas. A maioria era pequenos agricultores, com suas famílias, do Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, mas, sobretudo do Paraná. Aqui temos de novo descendentes, miscigenados ou não, de italianos, alemães, espanhóis, portugueses, poloneses, etc. Muitos se entrosaram bem com os amazônicos, adaptando-se a nova situação de vida. Outros enfrentaram dificuldades e até há quem regressou ao estado que deixara.
      Mas é essa multidão de origem tão diversa de quase 1.400.000 habitantes que, num complexo processo de mescla de hábitos, costumes, identidades peculiares, forma hoje nosso glorioso e vitorioso povo rondoniano.
(PROEJA - Geografia - Mód V - pág. 19)
(Imagens da Internet)
Leia mais:

Atividades:
1 - Qual foi a primeira miscigenação ocorrida em nosso estado?
2 - O primeiro Ciclo da Borracha provocou uma nova "mistura", envolvida ainda pela construção da ferrovia Madeira Mamoré. O que há de interessante nesse  processo?
3 - Essa imensa "misturança' formou os denominados amazônicos rondonianos, a quem viriam se contrapor os não amazônicos ou Sulistas. Quem são os sulistas e o que representam na formação do povo rondoniano?

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