sábado, 17 de dezembro de 2011

Casa de Rondon: Patrimônio esquecido...

História da Casa de Rondon
 Durante a terceira expedição à Amazônia, no ano de 1909, o Marechal Cândido Rondon recebeu a missão para estabelecer uma ligação entre os Estados do Rio de Janeiro e Acre. Em 12 de outubro de 1911 inaugurou a estação telegráfica de Vilhena. Segundo informações, Rondon não permaneceu na cidade, seu propósito era seguir instalando postos e deixou uma equipe responsável pelo posto telegráfico.

Em 1913 Rondon, ao colocar índios Nhambiquaras, históricos inimigos dos Cinta-Largas, para trabalhar no posto telegráfico, despertou a ira dos índios, que revidaram com a invasão e morte de um dos telegrafistas. No melhor estilo Cinta-Larga de demonstrar que não considera o inimigo como um igual, os índios devoraram o rapaz após a morte. Rondon foi atingido por uma flecha envenenada pelos índios, Salvo pela bandoleira de couro de sua espingarda, ordenou a seus comandados que não reagissem, demonstrando seu lema: “Morrer, se preciso for. Matar, nunca”.


Até a década de 60, os documentos continuaram no local, depois foram encaminhados para as cidades do Rio de Janeiro e Cuiabá. O posto telegráfico ficou abandonado até meados de 1970, somente com os equipamentos. A recuperação se deu em 1982, na tentativa de recuperar a memória do espaço físico que era intitulado como “Casa de Rondon”. Naquele mesmo espaço funcionava um Museu Municipal Marciano Zonoecê, que era a casa histórica e um zoológico, o local tornou-se um dos principais pontos de recreação e entretenimento das famílias vilhenenses. A 500 metros do museu existia um cemitério indígena da tribo Nhambiquaras, onde haviam sido enterradas cerca de 100 pessoas, porém era possível identificar apenas 18. Hoje o cemitério é coberto pela soja, plantada por agricultores, alimento que consumimos hoje.

 A região onde está a Casa de Rondon compreende o berço do núcleo urbano de Vilhena. Hoje, somente existe uma casinha caindo aos pedaços, telhado destruído, local sujo, coberto pelo mato sendo dominado pelos cupins, que não lembra nada um museu e sim um simples barraco abandonado.


A casa fechou há aproximadamente 15 anos, quando o prefeito do município ainda era o madeireiro Ademar Suckel. Mas no início do primeiro mandato do ex-prefeito Melki Donadon, o prefeito colocou uma família para cuidar da casa que continuou sendo visitada pelos turistas.

O museu e  o verdadeiro estado de abandono do local. No local, parte da memória histórica e da verdadeira identidade cultural do  povo do Cone Sul acabada, como podemos ver nas fotos. O local urge por um novo projeto para reconstruir a 'Casa de Rondon'.
Jessika Labajos

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